terça-feira, 8 de setembro de 2009

Figura de parvo

Hoje sonhei que era um bacalhau. E, como bacalhau que era, resolvi sair da água e apanhar um pouco de sol. Estava eu deitado na areia quando me aparece uma lula. "Que fazes aqui Lula?", perguntei-lhe, estranhando estar ela fora da água. "Eu...estou á procura do tubarão-martelo. Viste-o por aí?", perguntou-me. Respondi-lhe que não. E lá seguiu o caminho dela, á procura do tubarão-martelo. Acabado de tomar o meu banho de sol, resolvi ir até ao parque, andar de escorrega. Chegado ao parque, o escorrega estava tomado por duas torneiras. "Duas torneiras a andar de escorrega? Que estranho", pensei eu. "Olhem lá, mas que fazem duas torneiras e andar de escorrega?", inquiri. "Nós queriamos os baloiços, mas o tubarão-martelo e a lula, não saem de lá...", respnderam-me muito tristes. Decidi seguir caminho, que coisas mais estranhas encontre neste dia. Como ainda era cedo, fui até ao cinema. Bilhete comprado, para bacalhau há um preço especial, lá entrei. Sentei-me (tive que ir buscar uma cadeirinha de criança, pois por azar, há minha frente estavam dois postes de electricidade altíssimos), e vi o filme descansado, comendo as minhas pipocas (com sal a mais, note-se). Já era tarde e resolvi ir de autocarro para a praia. Estava cheio, tinha havido uma convenção de hienas ali perto. Estava um barulho ensurdecedor. Decidi sair e seguir a pé. Ao descer a rua, tropeço e rebolo por uma avenida inclinada e só paro no final. Quando me levanto, reparo que sou agora uma máquina calculadora. "Será que posso ir para a água?", interroguei-me. Chego á praia e encontro de novo a lula. "Olha lá Lula, achas que eu posso ir para a água?", pergunto-lhe. Com ar incrédulo responde-me "Mas que grande lata, uma máquina calculadora que fala! E ainda por cima quer ir para a água. Já não me bastavam as torneiras...vou mas é procurar o tubarão-martelo!". Fim de sonho.

A isto se pode chamar um texto parvo. Ou uma figura de parvo, pronto. A isto sim.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Back

Back to normal...

Seria mais ou menos assim...



"Há muito que sei o que é amar. Gosto de amar. Amo desde sempre a minha família. Pais, mano e cunhadinha, e queridos sobrinhos. Amei, em tempos, a mulher com quem casei. E, hoje, é a ti que amo. O que és. Luta, beleza, convicção, simplicidade, vaidade e bondade. Amo-te por um milhão mais de razões que não sei escrever. Só sei sentir."

Aqui tens Ana. Seria isto que lhe diria. Se ela existisse. Se ainda existisse. Estás satisfeita? Espero que sim...
Ficamos por aqui quanto ao tema.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

É favor dar o Mundo aos outros.



Para os amigos, lembrei-me desta música. Estes senhores, assim como eu, já são um bocadinho antigos. É mais um daqueles discos herdados do mano velho que tanto ouvi. Ou ouvimos. Disco sim. Eram numas coisas chamadas vinil. Ainda existem para quem tenha curiosidade. E como é para os amigos, cá vai.
Ao ouvi-lo lembrem-se que isto só vale a pena se amarmos mais, formos mais presentes, abraçarmos mais, beijarmos mais, sentirmos mais, preocuparmos mais, ouvirmos mais, falarmos mais, partilharmos mais. É verdade que se pode fazer o contrário disto. Sim pode. Mas vai chegar sempre o tempo e o momento em que perguntarão "porque não fiz mais?". E olhem que chega assim. Sem aviso de recepção. Entra-vos na caixa de correio deixado pelo tempo que corre muito rápido. Lembrar de outra coisa ainda. É quando achamos que finalmente o Mundo é nosso que nos devemos lembrar que a outros falta mundo. O mundo que então nos deram eles. É só um conselho, nada mais. Aceitá-lo ou segui-lo é com cada um. É sempre com cada um. Mas há tanta gente sem Mundo...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Time to close...

Há dias destes. Depois de dezenas de telefonemas feitos e recebidos, hora de fechar a loja. Faltaram outros. Mas há dias destes. Amanhã logo se verá. Ou não.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mas ganhamos e muito!!!

Pegando na dica da Teresa, na vida também ganhamos e muito. Ganhamos o amor incondicional da familia. A cor única do pôr-do-sol, a luz inspiradora da lua, o refrescante agitar das ondas do mar. Realizamos alguns dos sonhos, amamos e somos amados. Respeitamos e somos respeitados. Gracejamos, sorrimos ou rimos desmesuradamente. Cantamos e dançamos. Lemos. Sentimos. Abraçamos e beijamos. Tocamos e vibramos. Cheiramos amanheceres de verão ou noites de inverno. Aquecemo-nos num fogo forte. Pintamos, escrevemos ou compomos. Educamos, ensinamos e realizamos. Enfim, somos. E ganhamos. Melhor assim:-)?

Perder

Perdemos todos. Todos os dias. A vida é muito mais perda que ganho. Também se ganha eu sei. Mas perde-se mais. Perdemos porque somos mias pequenos, mais frágeis, mais crédulos, mais feios. Porque somos menos competitivos, menos ambiciosos, menos premeditados, menos desconfiados, menos calculistas. Perdemos porque acreditamos de mais, porque não nos sabemos avaliar, porque temos dificuldade em "vendermo-nos" ao outro ou outros. Porque há sempre alguém mais inteligente, mais bonito, mais bem sucedido. Com mais facilidade no discurso, mais organiado, mais conhecimentos, mais amizades. Perdemos muito e todos os dias. Mas a mim o que me custa mais é perder sem saber. Sem saber o porquê. Essa e a perda mais angustiante e frustrante. Mas acontece e é triste.